O senador Romário (PL-RJ) voltou a ser alvo de críticas após permanecer recebendo o salário mensal de aproximadamente R$ 46 mil do Senado Federal enquanto atua como comentarista esportivo durante a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos.

Além das participações na cobertura do torneio, o ex-jogador também aparece promovendo uma plataforma de apostas esportivas em ações publicitárias realizadas durante o evento.
A situação chamou a atenção por ocorrer paralelamente ao exercício do mandato parlamentar. Embora esteja licenciado de algumas atividades presenciais em razão da viagem, Romário continua recebendo normalmente a remuneração paga pelo Senado.
Romário tinha a opção de se licenciar do cargo no período para se dedicar ao mundial. Ele cederia espaço para seu suplente, mas perderia o salário no intervalo em que não estivesse cumprindo o mandato para o qual foi eleito. Com o afastamento informal, ele ainda será obrigado a participar à distância das comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS). Ele só poderá aderir às votações quando a sessão for semipresencial, ou seja, quando é permitido que os senadores votem à distância pelo aplicativo Infoleg.
Nas sessões em que não puder registrar presença ou votar, Romário tomará falta, o que impacta diretamente no salário. Entretanto, a maior parte das sessões até agosto deverão ter a possibilidade de apreciação à distância porque a Copa do Mundo, o São João e a véspera do recesso legislativo, coincididos com o ano eleitoral, afastam os parlamentares de Brasília. Apesar disso, discussões importantes correrão nestas semanas no Senado Federal.
O caso gerou debates nas redes sociais, onde internautas questionaram a compatibilidade entre o exercício do mandato, a participação em trabalhos na área esportiva e a realização de publicidade para empresas do setor de apostas.









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