O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação do governo Lula, declarou ser favorável à classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, posicionamento que diverge da reação adotada pelo governo federal após medida semelhante anunciada pelos Estados Unidos.
Em entrevista, Camilo afirmou concordar com a parcela da população que defende o enquadramento das facções como grupos terroristas. Segundo o senador, as organizações criminosas promovem medo e violência em diversas regiões do país.
“O PCC e o Comando Vermelho causam terrorismo no Brasil inteiro. O que houver de pior para classificar esse pessoal, tem que classificar”, declarou.
Ex-governador do Ceará, estado que enfrenta a atuação das facções criminosas, Camilo disse que já manifestou sua opinião ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e classificou como “equivocada” a reação do petista ao comentar a decisão do governo norte-americano.
Apesar da divergência, o senador defendeu a cooperação internacional no combate ao crime organizado e afirmou que a segurança pública deve ser tratada acima de disputas partidárias e interesses políticos.
A declaração repercutiu por evidenciar diferenças de posicionamento dentro do próprio campo governista sobre o enfrentamento às organizações criminosas que atuam no Brasil.








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