O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, criticou nesta quarta-feira (10) a proposta que reduz a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1, classificando a condução do tema pelo governo como “irresponsável” e marcada por uma “dificuldade técnica e cognitiva”.
Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o senador afirmou que a PEC aprovada pelos deputados não considera a complexidade do mercado de trabalho brasileiro e pode gerar impactos negativos para empresas e trabalhadores.
Autor da chamada PEC do Trabalho Flexível, Marinho defende um modelo alternativo baseado nas horas efetivamente trabalhadas. Segundo ele, a proposta governamental teria sido construída com foco em ganhos eleitorais de curto prazo, sem avaliar adequadamente os efeitos econômicos da medida.
O parlamentar também argumentou que a tentativa de tratar diferentes setores sob uma mesma regra criaria uma espécie de “camisa de força” para as relações de trabalho no país.
Marinho afirmou esperar que o debate seja aprofundado no Senado e alertou para possíveis consequências, como aumento da informalidade, insegurança jurídica e crescimento de passivos trabalhistas, especialmente para pequenos e médios empreendedores.
Para ilustrar sua crítica, o senador comparou a proposta à compra de um único tamanho de coturno para todos os soldados de uma companhia, afirmando que diferentes realidades exigem soluções distintas. Segundo ele, o governo estaria tentando “tratar os desiguais de forma igual”.







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