O governo federal registrou déficit de R$ 73,8 bilhões, marcando o pior resultado já contabilizado para o mês desde o início da série histórica do Tesouro Nacional, em 1997.
O número ficou acima das projeções do mercado financeiro, que estimavam um rombo entre R$ 67 bilhões e R$ 73,7 bilhões.
Segundo os dados oficiais, a piora nas contas públicas foi impulsionada principalmente pela antecipação do pagamento de precatórios e pelo forte avanço das despesas do governo. A despesa total apresentou alta real de 49,2%, enquanto a receita líquida cresceu apenas 7,5%.
Entre os principais gastos, os benefícios previdenciários tiveram aumento de 35%, pressionando ainda mais o resultado fiscal.
No acumulado do ano até março, o governo central saiu de um superávit de R$ 54,9 bilhões registrado em 2025 para um déficit de R$ 17,1 bilhões em 2026, evidenciando a deterioração das contas públicas.







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