Um policial militar do Pará, identificado como THOMAS VICTOR CASTRO GOULART, lotado na CIPFLU, estaria atuando como motorista e segurança particular da secretária municipal Bruna Lorrane, em Belém.
A denúncia chegou ao QB News acompanhada de prints e registros que indicam a atuação direta do agente ao lado da gestora, levantando questionamentos sobre possível desvio de função.

Segundo denúncia anônima recebida pela reportagem, que teria partido de dentro da própria Polícia Militar, a situação estaria inclusive prejudicando a escala de serviço dos policiais da CIPFLU (Companhia Independente de Polícia Fluvial), impactando a organização interna da unidade.
Em registros recentes, o policial aparece comentando em praticamente todas as postagens da secretária, além de ser apontado como presença frequente em agendas, levantando suspeitas de que estaria atuando como segurança particular, função que não condiz com a atividade regular da Polícia Militar.

A situação levanta um alerta grave: até o momento, não há qualquer comprovação pública de portaria oficial ou ato formal que autorize a cessão do policial para atuar à disposição de uma secretaria municipal. Sem esse respaldo legal, a prática pode configurar desvio de função e uso indevido de agente público.
Caso confirmada a irregularidade, o cenário pode envolver crimes como improbidade administrativa, peculato (uso de recurso público para fins privados) e até prevaricação, dependendo da conduta dos envolvidos.
O caso ganha ainda mais repercussão diante do histórico da secretária. Bruna Lorrane já acumula três condenações por crimes contra a honra. Em uma delas, já transitada em julgado, a Justiça determinou o pagamento de mais de R$ 47 mil por difamação à vítima, além de outras decisões semelhantes que reforçam o padrão de conduta questionado.

O QB News procurou a assessoria de comunicação da Polícia Militar do Pará para esclarecer se há cessão oficial do agente, mas até o fechamento desta matéria não houve qualquer resposta.
Diante disso, a população se questiona: quem está sendo priorizado, o interesse público ou o uso da estrutura do Estado para fins pessoais? Quem teria autorizado a utilização de um policial militar sem cessão oficial para atuar junto à secretaria?
O QB News ainda tenta contato com os órgãos competentes para esclarecer essas questões. Enquanto faltam policiais nas ruas, sobram dúvidas sobre o uso da farda fora dela.








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