A advogada Áricka Cunha foi presa dentro do próprio escritório sob acusação de difamação contra um delegado da Polícia Civil de Goiás. O caso ocorreu em Pirenópolis (GO), na quarta-feira (15), e foi registrado em vídeo.
A profissional já foi liberada e, nas redes sociais, afirmou que “as medidas cabíveis estão sendo tomadas”. Segundo ela, a prisão ocorreu após divulgar que uma denúncia de difamação feita por ela havia sido arquivada. “Se isso acontece comigo, advogada, dentro do meu espaço de trabalho, imagine com quem não tem voz. Eu não vou me calar”, declarou.
A Polícia Civil informou que o caso foi encaminhado à Gerência de Correições e Disciplina, que apura as circunstâncias da ocorrência.
A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Goiás criticou a ação e solicitou a abertura imediata de procedimento contra o delegado Christian Zilmon Mata dos Santos. A entidade classificou a prisão como arbitrária.
Segundo a OAB-GO, o delegado teria entrado no escritório para efetuar a prisão, que foi realizada de forma coercitiva, com uso de algemas.
O presidente do Sistema de Defesa das Prerrogativas, Alexandre Carlos Magno, afirmou que a medida desconsidera a inviolabilidade do escritório de advocacia e os limites legais para a prisão de advogados no exercício da profissão.
O caso segue sob apuração.








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