A paraense Yasmin Neri Coimbra denunciou ter sido vítim4 de racjsmo e xenofobia enquanto trabalhava em uma loja de cosméticos instalada dentro de um supermercado, no bairro Bucarein, em Joinville (SC), neste domingo (28). Segundo a vendedora, as ofensas partiram de uma cliente insatisfeita após uma falha no sistema da loja.
De acordo com o relato, a mulher compareceu ao estabelecimento para retirar um produto comprado pela internet. Durante o atendimento, um problema técnico impediu a emissão da nota fiscal necessária para a liberação da mercadoria, fazendo com que a cliente deixasse o local sem o produto.
Pouco depois, a funcionária reiniciou o sistema e conseguiu emitir o documento. O aplicativo da loja notificou automaticamente a cliente, que retornou ao estabelecimento para concluir a retirada.
Segundo Yasmin, foi nesse momento que a mulher passou a fazer ofensas de cunho racista e xenofóbico. Entre as frases relatadas pela vítima está: “Vocês do Pará merecem ser tratados assim, sua macaca!”
Após as ofensas, a vendedora tentou registrar a situação com o celular, mas a cliente deixou o local antes de ser identificada.
Em entrevista, Yasmin informou que pretende registrar um boletim de ocorrência e adotar as medidas judiciais cabíveis contra a suspeita.
A trabalhadora também afirmou que esta é a segunda vez que sofre racismo desde que se mudou para Joinville. Segundo ela, o primeiro episódio ocorreu em outro supermercado onde trabalhou anteriormente.
O caso deverá ser investigado pelas autoridades.
No Brasil, o crime de racismo é inafiançável e imprescritível. A Lei nº 14.532/2023 ampliou a proteção contra condutas discriminatórias, prevendo pena de reclusão que pode chegar a cinco anos, além das demais sanções previstas em lei.
Assista o vídeo completo abaixo:








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