Uma fala da desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA), viralizou nas redes sociais e repercutiu nacionalmente após ser divulgada em vídeo. Durante sessão pública, a magistrada afirmou que juízes estariam enfrentando dificuldades financeiras após medidas que limitaram verbas remuneratórias da categoria.
“Colegas estão deixando de frequentar gabinetes de dentistas porque não vão poder pagar consulta, outros estão deixando de tomar remédios”, declarou a desembargadora.
Em outro trecho, Eva do Amaral Coelho fez uma comparação que gerou ainda mais reação: “Daqui a pouco a gente vai estar no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão.”
A magistrada também criticou o uso do termo “penduricalhos” para se referir aos benefícios da categoria, classificando a expressão como “chula”, e rebateu o que chamou de retrato negativo dos juízes no debate público, defendendo que a carreira tem rotina exaustiva, com revisões de votos e plantões domiciliares fora do expediente.
Quanto ganham os magistrados no Pará
A repercussão da fala ocorre em meio ao debate nacional sobre teto remuneratório e transparência nos vencimentos do Judiciário. Dados do próprio TJ-PA indicam que o subsídio inicial de um juiz substituto é de R$ 35.877,26, podendo chegar a R$ 41.845,48 para desembargadores.
Além do salário-base, a categoria conta com benefícios como auxílio-alimentação, fixado em R$ 3.500 em 2026, entre outras verbas disponíveis no portal de transparência do órgão.
Confira o vídeo completo abaixo:








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