A morte de um fisioterapeuta de 53 anos após desenvolver uma infecção fúngica grave acendeu um alerta em Belém. O caso estaria relacionado ao contato com fezes de aves na Praça Batista Campos, um dos espaços públicos mais frequentados da capital.
Segundo relatos, o homem foi atingido na cabeça por fezes de uma garça enquanto passava pelo local. Dias depois, começou a apresentar sintomas como fortes dores de cabeça, cansaço e mal-estar. Mesmo com atendimento médico, o quadro evoluiu e acabou atingindo pulmões e cérebro.
De acordo com informações médicas, a infecção pode estar associada à Criptococose, doença causada por fungos presentes em fezes de aves. Em casos mais graves, a condição pode atingir o sistema nervoso central.
Durante o tratamento, o paciente passou por diversos procedimentos e fez uso de medicamentos específicos, incluindo alguns importados, mas não houve reversão do quadro.
Moradores e frequentadores relatam que a presença intensa de garças na praça é um problema antigo, com acúmulo de fezes, mau cheiro e impacto no uso do espaço. As aves utilizam as árvores como dormitório, o que concentra dejetos em áreas de circulação.
Especialistas alertam que, embora o risco em contatos ocasionais seja baixo, ambientes com alta concentração de fezes podem favorecer a proliferação de fungos e representar risco à saúde.
O caso reacende o debate sobre manejo de fauna urbana e medidas de saúde pública. Entre as recomendações estão evitar contato com fezes de aves, manter higiene das mãos e buscar atendimento médico em caso de sintomas persistentes.








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