A magistrada aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho, recebeu R$ 296 000 nos três primeiros meses de 2025, segundo dados de contracheques vinculados ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região.
Os registros mostram que, em cada mês do período, os vencimentos mensais superaram R$ 40 000, mesmo com a magistrada já estando aposentada.
Cláudia Soares ganhou atenção nacional ao representar a entidade de magistrados no Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento de liminares que discutem o pagamento de verbas indenizatórias não previstas em lei, os chamados “penduricalhos” no funcionalismo público.

Durante sua sustentação no plenário, ela afirmou que juízes de primeira instância “não têm água nem café” e precisariam arcar com despesas como combustível e alimentação com seus próprios recursos. A declaração foi feita ao comentar o impacto da suspensão de penduricalhos determinada pelos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes.
O julgamento, que está em curso, analisa se determinadas parcelas devem ser incluídas no teto constitucional de remuneração ou podem continuar a ser pagas como compensações indenizatórias. A discussão ocorre em meio a um debate mais amplo sobre a natureza dos penduricalhos e a aplicação do limite legal de salários no serviço público.
Dados detalhados dos contracheques mostram que, ao longo de 2025, os rendimentos de Cláudia Soares ficaram acima de R$ 40 000 em todos os meses, atingindo até R$ 113 800 apenas em dezembro (valor que pode incluir 13º salário, férias indenizadas e retroativos).
*Com informações do Coluna Metrópoles








Comentários