A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26), em votação simbólica e em bloco, um conjunto de requerimentos que atinge diretamente o entorno do Palácio do Planalto. Entre as medidas autorizadas está o pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente da República.
O requerimento foi apresentado pelo relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Parlamentares da base governista tentaram retirar o pedido da pauta, mas não obtiveram êxito. Após a votação simbólica, com registro de rejeição por parte de senadores governistas, houve discussão no plenário. Integrantes da base foram questionar o presidente da comissão, senador Carlos Viana, sobre o resultado, o que gerou confusão entre os parlamentares.

Segundo o relatório apresentado, um dos pontos considerados centrais é a interceptação de mensagens atribuídas a Antunes, nas quais há menção ao repasse de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”. Para a Polícia Federal, a expressão seria uma possível referência a Fábio Luís. O diálogo é tratado pelos investigadores como indício de eventual vínculo financeiro entre os citados.
O documento também menciona registros de viagem indicando que Fábio Luís e Antônio Camilo estiveram em Lisboa, em novembro de 2024. Conforme os dados anexados à apuração, ambos teriam embarcado na mesma ocasião, em assentos de primeira classe, com passagens cujos valores variam entre R$ 14 mil e R$ 25 mil.
Outro trecho do requerimento aponta suspeitas de que Fábio Luís teria atuado como “sócio oculto” em empreendimentos ligados ao mercado de cannabis medicinal. De acordo com a investigação, essas empresas teriam sido financiadas com recursos que, em tese, teriam origem em desvios na Previdência Social.
A defesa dos citados ainda não se manifestou especificamente sobre os pontos mencionados no relatório. As investigações seguem em andamento e os fatos serão analisados pelas instâncias competentes.
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