Durante a 13ª Conferência de Direitos Humanos, realizada nesta sexta-feira (12) em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a usar o palco oficial para at@car adversários políticos e responsabilizar terceiros pelos problemas do país. Segundo ele, “para destruir basta eleger quem não presta”, frase que gerou críticas por vir justamente de um presidente cujo governo enfrenta denúncias de abuso de poder, favorecimento de aliados e escalada de violência nas ruas.
Lula afirmou que políticas públicas para proteger “os mais vulneráveis” seriam lentas e difíceis de construir, mas disse que “basta eleger alguém que não presta” para desmontá-las rapidamente. O discurso foi interpretado como uma indireta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, apesar de Lula evitar citar nomes.
Em tom paternalista, o petista declarou que a população não pede privilégios, apenas “carinho e dignidade”. O contraste, porém, chamou atenção: enquanto Lula falava em respeito e combate ao preconceito, seu governo é acusado de perseguir opositores, silenciar críticos e promover pautas ideológicas rejeitadas pela maioria dos brasileiros.
Ao reforçar que a participação popular nas conferências “lembra ao Estado que essas pessoas existem”, Lula tenta resgatar a retórica do “Brasil dos excluídos”, embora seja justamente seu governo que vem ampliando gastos, criando privilégios para grupos específicos e enfraquecendo medidas de segurança pública, fatores que alimentam a violência que ele próprio condena.
Para críticos, o discurso é mais um exemplo da estratégia petista de transformar eventos oficiais em palanque político, enquanto problemas reais do país seguem sem solução prática.










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