O senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, apresentou representações ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) questionando os gastos do governo federal com publicidade institucional em 2026.
Segundo o parlamentar, os empenhos realizados pelo governo no primeiro semestre já alcançam R$ 785,7 milhões, valor que, de acordo com seus cálculos, ultrapassaria o limite permitido para ano eleitoral em R$ 167,6 milhões.
Entre os pontos citados na representação está a campanha “Tempo com a Família”, divulgada em defesa do fim da escala 6×1. Marinho afirma que a ação teria consumido cerca de R$ 80 milhões e argumenta que a publicidade poderia influenciar o debate político em período eleitoral.
O senador também citou um precedente envolvendo o governo de Jair Bolsonaro, quando uma campanha sobre o pacote anticrime foi suspensa pelo TCU. Segundo ele, critérios semelhantes deveriam ser aplicados ao caso atual.
Nos pedidos encaminhados aos órgãos de controle, Marinho solicita a realização de auditoria na Secretaria de Comunicação Social (Secom), a suspensão cautelar da campanha relacionada à escala 6×1 e a abertura de procedimento investigatório para apurar eventuais irregularidades.
Até a publicação da reportagem que revelou a representação, a Secretaria de Comunicação Social não havia se manifestado sobre as acusações.







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