A defesa do senador Jaques Wagner acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (22) para pedir a anulação da operação da Polícia Federal que realizou buscas em endereços ligados ao parlamentar.
Os advogados alegam que a investigação contém falhas que comprometeriam a legalidade das medidas adotadas. Segundo a defesa, Wagner não atuou para beneficiar o Banco Master no Congresso Nacional, como apontam os investigadores.
Um dos argumentos apresentados refere-se à tramitação de uma medida provisória sobre crédito consignado. De acordo com os advogados, uma emenda proposta pelo senador contrariava interesses do banco ao estabelecer limites para a cobrança de juros e ampliar a proteção aos consumidores.
A defesa também afirma que Wagner se posicionou contra a chamada “Emenda Master”, apresentada durante a discussão de uma proposta relacionada à autonomia financeira do Banco Central. Segundo os advogados, a atuação do parlamentar sobre o tema foi pública e registrada durante a tramitação da matéria.
Em relação aos valores em dinheiro encontrados durante a operação, a defesa sustenta que os recursos possuem origem lícita e comprovada. Os advogados afirmam que parte do montante é proveniente de diárias recebidas em missões oficiais ao exterior e outra parte foi obtida por meio de operações bancárias regulares.
Jaques Wagner e familiares foram alvo de mandados de busca e apreensão na última quinta-feira (18), no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master. Nos bastidores do governo, a operação gerou preocupação sobre possíveis impactos políticos para a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.








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