Irã e Israel anunciaram nesta segunda-feira (8) a suspensão dos ataques mútuos após intensa pressão diplomática do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apesar da interrupção das ofensivas, autoridades iranianas alertaram que poderão retomar as ações caso Israel continue realizando operações contra o Hezbollah no Líbano.
Os confrontos registrados nas últimas 24 horas foram os mais intensos desde o cessar-fogo firmado entre os dois países em abril. Israel atingiu instalações ligadas ao programa de mísseis iraniano, incluindo uma unidade petroquímica em Mahshahr. Em resposta, o Irã lançou ataques contra alvos em Haifa, no norte de Israel.
Após os bombardeios, autoridades iranianas afirmaram ter dado uma “resposta dolorosa” e anunciaram a suspensão das operações militares. O governo de Teerã, no entanto, deixou claro que considera a medida temporária e condicionada ao comportamento de Israel na região.
Donald Trump afirmou que as negociações para um acordo mais amplo seguem em andamento e defendeu a manutenção de um cessar-fogo imediato. Segundo fontes ligadas às tratativas, Israel também decidiu interromper temporariamente suas ações contra o território iraniano.
Mesmo com a trégua, os dois lados mantiveram um discurso de prontidão militar. Israel declarou estar preparado para ampliar as operações caso considere necessário, enquanto autoridades iranianas afirmaram que o país está preparado para um conflito de longa duração.
A redução das hostilidades provocou reflexos no mercado internacional. Após uma alta inicial causada pelos ataques, os preços do petróleo recuaram com o anúncio da suspensão das operações militares.
No cenário regional, os rebeldes Houthis do Iêmen prometeram intensificar ações contra interesses israelenses e ameaçaram o tráfego marítimo no Mar Vermelho. Paralelamente, diplomatas americanos trabalham para retomar negociações entre Israel e Líbano em Washington.









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