O piloto da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Monteiro Marques, morreu neste domingo (17), aos 46 anos, após mais de um ano internado em estado grave. O agente foi baleado na cabeça durante uma operação aérea realizada na favela Vila Aliança, na zona oeste do Rio, em março de 2025.
Felipe atuava como copiloto de um helicóptero da CORE/SAER (Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais) quando a aeronave foi alvo de disparos de criminosos. Um tiro de fuzil atingiu o lado direito da testa do policial, causando graves danos no crânio.
A morte foi confirmada nas redes sociais da família. Em uma publicação emocionada, a esposa do agente, Keidna Marques, destacou a coragem e a luta enfrentada por Felipe ao longo do tratamento.
“Felipe foi um guerreiro do início ao fim, enfrentando cada desafio com coragem, determinação e fé”, dizia a nota.
Nos últimos dias, o quadro clínico do policial havia piorado. Segundo familiares, ele enfrentava uma infecção severa e precisou passar por novas cirurgias após complicações neurológicas. O agente chegou a receber alta hospitalar no fim de 2025, mas voltou a ser internado meses depois devido ao agravamento do estado de saúde.
Desde o atentado, Felipe passou por diversos procedimentos cirúrgicos, incluindo reconstruções cranianas e drenagens.
Os médicos que o atenderam chegaram a afirmar que o policial sobreviveu graças a circunstâncias específicas do disparo, que desviou após atingir parte da estrutura do helicóptero.
Em nota oficial, o Governo do Rio de Janeiro lamentou a morte do agente e prestou solidariedade à família, amigos e companheiros da corporação. “Sua coragem e seu legado permanecerão na memória”.







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