No dia seguinte à derrota histórica que o governo sofreu no Senado com a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o Planalto se mantém em silêncio.
Não há expectativa, até o momento, de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronuncie, nem mesmo pelas redes sociais. A BBC News Brasil apurou que é possível, mas não está previsto, que Lula fale sobre o ocorrido em um evento público marcado para a tarde desta quinta-feira (30) no Planalto, para o anúncio de crédito para aquisição de caminhões e ônibus.
Já o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou ainda na manhã desta quinta que a derrota tem um “gosto amargo”, porque Messias “seria um grande ministro no Supremo Tribunal Federal para ajudar no combate à corrupção”.
Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, disse em entrevista ao vivo ao portal Metrópoles que Messias tem tido papel importante no combate à corrupção, mencionando casos mais recentes, como o do Banco Master e o do INSS. “Esses casos todos contaram com uma Advocacia-Geral da União de prontidão para apoiar os ministérios a fazer o que tinha que ser feito”.
Para Haddad, que afirmou não saber o que aconteceu para que Messias fosse rejeitado pelo Senado, chamando o gesto de “incompreensível”, “o combate à corrupção e ao crime organizado perdeu um aliado no Supremo”.
Ele mencionou também uma publicação do ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao STF, lamentando a decisão da maioria dos senadores.
“Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande Ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser Ministro do STF”, escreveu Mendonça em sua conta no X.
Confira o vídeo completo abaixo:








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