A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (19), uma operação que investiga um esquema milionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com ramificações em vários estados do país.




Fotos: reprodução
Segundo as apurações da força-tarefa Resina Oculta, o grupo utilizava empresas de fachada, “laranjas” e até plataformas de apostas on-line, as chamadas b3ts, para ocultar a origem dos recursos ilícitos.
Entre os principais alvos está a empresária e influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, apontada como peça-chave na engrenagem criminosa. Com mais de 50 mil seguidores nas redes sociais, Mirian construía uma imagem de vida luxuosa, com viagens frequentes e hospedagens em destinos de alto padrão.
Segundo a investigação, por trás da rotina de ostentação, ela teria atuação direta no transporte de drogas e na movimentação de valores ligados ao tráfico.
Como começou:
As investigações tiveram início em outubro de 2025, após a apreensão de quase 50 kg de drogas em um apartamento no Riacho Fundo, no Distrito Federal. A partir daí, a polícia identificou uma estrutura organizada responsável não apenas pela distribuição de entorpecentes, mas também por um complexo sistema de lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava como fornecedor para traficantes em diferentes regiões e movimentava valores expressivos, com envio de remessas milionárias para estados da região Norte, especialmente áreas próximas à fronteira.
Parte desse dinheiro era direcionada a empresas de fachada em cidades como São Luís e Goiânia, muitas delas registradas em nome de “laranjas” e sem funcionamento real, utilizadas apenas para dar aparência de legalidade aos valores. Em alguns casos, empresas chegaram a movimentar milhões em poucos dias, sem estrutura compatível com as operações financeiras.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o uso de plataformas de apostas on-line como mecanismo de circulação e ocultação de recursos, permitindo a pulverização dos valores e dificultando a identificação dos beneficiários finais.
Em dezembro de 2025, Mirian foi presa em Rio Verde, Goiás, durante uma ação policial. Na ocasião, o veículo em que ela estava atuava como “batedor”, enquanto outro carro transportava cerca de 30 kg de skunk, droga que saiu de Manaus com destino ao Distrito Federal.
A investigação também aponta que uma empresa vinculada à influenciadora foi utilizada para movimentar recursos provenientes do tráfico, indicando o uso de atividade comercial como fachada para ocultação de valores ilícitos.
Ao todo, a operação cumpre mandados no Distrito Federal, Goiás, Maranhão e Amazonas, com bloqueio de contas de dezenas de empresas e pessoas físicas, além do sequestro de veículos de luxo. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros integrantes da organização e aprofundar o rastreamento do dinheiro movimentado pelo grupo.








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