O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) teve um marco decisivo nesta terça-feira (9): o relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, abriu a votação e votou pela condenação de Bolsonaro e de outros sete réus acusados de participação na trama golpista que buscava reverter o resultado das eleições de 2022.
Logo no início da sessão, Moraes rejeitou todas as questões preliminares levantadas pelas defesas e defendeu a validade da delação de Mauro Cid, peça central no processo. O ministro classificou como “má-fé” a alegação de que Cid teria apresentado versões contraditórias.
“Não há oito, nove ou 14 delações contraditórias. Houve depoimentos, e todos foram esclarecedores. Não houve fraude”, afirmou Moraes.
Em seu voto, Moraes reforçou que a delação de Cid, combinada com provas documentais e digitais, confirma a existência de um plano orquestrado para desacreditar o sistema eleitoral, coagir autoridades e mobilizar forças militares com objetivo de romper a ordem constitucional.
“Trata-se de uma tentativa clara, consciente e organizada de golpe de Estado”, disse o ministro.
Além disso, Moraes rechaçou críticas sobre a participação ativa do magistrado nos interrogatórios: “O juiz não só pode, como deve fazer perguntas nos interrogatórios”, pontuou.










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