O professor Marcos Dantas, titular da Escola de Comunicação da UFRJ (ECO-UFRJ), tornou-se o centro de uma forte onda de indignação nacional após sugerir o uso de uma guilhotina contra a família do empresário Roberto Justus.
A declaração, feita nas redes sociais, gerou indignação e, agora, um novo detalhe vem à tona: Dantas já ocupou cargos de confiança nos governos do presidente Lula (PT).
A frase de Dantas, “só guilhotina”, foi feita em resposta a uma postagem do perfil “Poponze” no X (antigo Twitter), que publicou uma foto da pequena Vicky Justus com uma bolsa de luxo avaliada em R$ 14 mil, combinando o look com os pais. O comentário foi publicado na sequência de outra mensagem que exaltava os “bolcheviques”, grupo revolucionário que executava opositores durante a Revolução Russa.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se pronunciou sobre o caso, e se eximiu de qualquer responsabilidade sobre declarações do docente, uma vez que ele é aposentado desde 2022.
“As postagens publicadas pelo mesmo em suas redes sociais digitais expressam suas opiniões pessoais. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Escola de Comunicação da UFRJ (ECO) repudiam qualquer tipo de expressão de pensamento que incite à violência ou agrida a terceiros”, diz a nota.
“A UFRJ é uma instituição historicamente comprometida com a construção de um projeto de Nação, através do Conhecimento e da Ciência; baseia-se na defesa dos valores humanistas, na educação, na democracia e no diálogo em prol do Brasil”, completa.
O empresário Roberto Justus e sua mulher, Ana Paula Siebert, divulgaram um vídeo neste domingo (6) para reagir à declaração do professor. O empresário afirma que o caso será levado à Justiça.
“Dessa vez, nós vamos atrás dos nossos direitos. Já acionei todo o corpo jurídico. Não vou aceitar ameaças à minha família… Eu tenho muita pena dessa gente que tem um amargor deste tamanho no coração, e tem uma maldade tão grande. Nós vamos tomar as providências”.
Ana Paula também se manifestou sobre o ocorrido: “Falaram que ‘só guilhotina resolve’. A pessoa escreveu isso! Depois de algumas horas começou a ser denunciado e apagou, mas nós temos o print. É instigar a morte, o ódio… É inaceitável! Por isso que estamos falando, porque é inaceitável. Se a gente começa a assinar embaixo de que a internet é a terra de ninguém, que todo mundo pode falar o que quiser e escrever… Não é assim que funciona”.










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