Uma declaração do prefeito de Tucuruí, Alexandre Siqueira (MDB), durante uma negociação para a liberação da rodovia Transcametá (BR-422), passou a repercutir intensamente nas redes sociais e dividiu opiniões entre os internautas. O bloqueio da via, realizado por indígenas da Aldeia Trocará, da etnia Assurini, já durava quatro dias e tinha como objetivo cobrar do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) melhorias nos acessos da comunidade.
No vídeo, gravado durante a tentativa de negociação, o prefeito afirma que a Prefeitura de Tucuruí não possui pendências com a aldeia e faz um alerta sobre uma possível suspensão dos serviços municipais caso a interdição permanecesse.
“Eu posso, então, cortar todos os empregos, tirar tudo de saúde, de educação, de transporte daí de dentro, é isso que você quer?”, diz Alexandre Siqueira. A liderança indígena responde imediatamente: “Pode tirar”.
“Quase não tem nada que o senhor não deu”, afirma quem está filmando a cena.
Antes dessa declaração, o prefeito também afirma que poderia romper o relacionamento institucional entre a prefeitura e a comunidade indígena.
A divulgação das imagens gerou forte repercussão. Parte dos internautas criticou a postura do gestor, argumentando que saúde, educação e transporte são direitos garantidos constitucionalmente e não deveriam ser usados durante uma negociação, outros defenderam o prefeito, afirmando que o bloqueio da rodovia prejudicava milhares de pessoas e que a cobrança deveria ser direcionada ao DNIT, responsável pela rodovia federal.
Após as negociações, as partes chegaram a um entendimento e o bloqueio no quilômetro 19 da BR-422 foi encerrado, restabelecendo o tráfego na rodovia.
Até agora, o prefeito não se manifestou sobre as declarações.
Assista o vídeo completo abaixo:








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