Uma apresentação da quadrilha junina Moreninha da Campina provocou controvérsia durante o Arraial da Paróquia Santuário São João Batista e Nossa Senhora das Graças, em Icoaraci, na noite desta terça-feira (16). O caso ocorreu após um padre que fazia parte da coordenação do evento interromper uma encenação que simulava um enforcamento no espaço religioso.
Nas redes sociais, integrantes do grupo afirmaram que foram vítimas de preconceito e discriminação, alegando que o espetáculo abordava temas como depressão, homofobia, violência doméstica, alcoolismo e dependência química, dentro de uma mensagem de superação.

O grupo destacou ainda o esforço coletivo para participar da apresentação, ressaltando que muitos integrantes enfrentaram dificuldades financeiras para comparecer ao evento.
“Jesus Cristo pregava o amor ao próximo. Quem lê a Bíblia sabe que Ele acolhia a todos. Chegar aqui e ser discriminado por um padre nos deixa completamente desolados”, declarou um dos coordenadores da quadrilha.
A versão da paróquia, no entanto, é diferente. Em nota oficial, a igreja esclareceu que nenhuma quadrilha foi expulsa do evento e que a intervenção ocorreu exclusivamente por causa do conteúdo apresentado.
Segundo a organização, a cena de enforcamento não havia sido previamente informada pelos responsáveis pela quadrilha e foi considerada inadequada para um arraial frequentado por crianças, adolescentes, idosos e famílias.
A paróquia informou que apenas solicitou a retirada da encenação e pediu que a apresentação continuasse normalmente com a dança típica. Ainda de acordo com a nota, foi o próprio grupo que decidiu abandonar o palco após discordar da orientação.
“Nossa única preocupação foi preservar o caráter familiar do evento e zelar pelo bem-estar de todos os presentes”, afirmou a igreja, destacando também o respeito às pessoas que enfrentam problemas relacionados à depressão e ao suicídio.
O episódio repercutiu intensamente nas redes sociais. Enquanto alguns usuários criticaram a decisão da paróquia e defenderam a liberdade artística da quadrilha, outros apoiaram a medida, argumentando que espaços religiosos têm autonomia para estabelecer limites sobre o tipo de conteúdo exibido em suas festividades.
Assista o vídeo completo abaixo:








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