A Câmara Municipal de São José, interior de Santa Catarina, aprovou um reajuste que mais que dobra o índice do auxílio-alimentação pago aos vereadores. Com a mudança, o benefício mensal salta de R$ 2.033,62 para cerca de R$ 2,7 mil, um acréscimo de aproximadamente R$ 700 por parlamentar, que se soma ao salário de R$ 17.387,32.

O Projeto de Lei Complementar 0005/2026, de autoria da Mesa Diretora, altera o caput do artigo 20 da Lei Complementar 068, de 2015. O texto eleva o índice do auxílio de 0,697812 para 1,42839 do piso da Câmara, o que representa mais que o dobro do valor anterior. A proposta foi protocolada em 15 de maio e tramitou em regime ordinário.

Em plenário, o projeto foi aprovado por 12 votos favoráveis e 4 contrários. Votaram a favor Adair Tessari (Republicanos), Alexandre Cidade (PL), Alexandre Rosa (PSD), Alini da Silva Castro (MDB), Constâncio Krummel Maciel Neto (União Brasil), Edilson Alzemiro Vieira (MDB), Marcus Vinicius de Andrade (PL), Rodrigo de Andrade (PL), Romeu José Vieira Neto (PSD), Sanderson de Jesus (MDB), Sérgio Vanderlei Scarpa (PSD) e Vera Pinheiro (Republicanos).
Foram contrários ao reajuste André Guesser (PDT), Carlos Eduardo de Souza Martins (PT), Cleber Fabiano Goulart (PSD) e Cryslan de Moraes (Novo). O presidente da Casa, Matson Cé (PSD), não vota em condições normais. Na tramitação anterior, em comissão, o parecer havia recebido 13 votos favoráveis, mas o placar fechou em 12 a 4 na votação que definiu a aprovação.
O subsídio mensal dos vereadores de São José está fixado em R$ 17.387,32 desde fevereiro de 2025, valor definido para a legislatura 2025/2028 e que ainda prevê o pagamento de décimo terceiro. Com o novo auxílio-alimentação, o conjunto de benefícios diretos de cada parlamentar passa a ultrapassar os R$ 20 mil mensais.
O mesmo índice de reajuste alcança os servidores da Câmara, embora o valor em reais seja menor, já que o cálculo incide sobre bases diferentes. A aprovação gerou forte repercussão negativa nas redes sociais, em um momento marcado por cobranças sobre a saúde e a educação no município e logo após uma paralisação de servidores da prefeitura.
Na justificativa do projeto, a Mesa Diretora argumenta que a medida busca recompor o poder aquisitivo do benefício diante da elevação do custo de vida, citando especialmente os preços de alimentos. A Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.








Comentários