Um evento cultural financiado com recursos públicos e realizado em Castanhal tem repercutido e gerado indignação entre internautas e contribuintes no Pará.
Conforme consta em extrato de inexigibilidade de licitação e contrato divulgado no diário oficial, a Fundação Cultural do Pará (FCP), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Cultura (Secult), destinou R$ 125 mil para o pagamento de cachês de artistas que participaram do projeto “Música no Interior”, realizado na Praça do Imperador, em 15 de maio de 2026.

Esse tipo de contratação, frequentemente alvo de questionamentos e denúncias ao longo dos últimos anos na gestão de Helder Barbalho, continua gerando críticas sob a atual gestão estadual, agora sob de Hana Ghassan.
Apesar das cobranças feitas por portais de notícias e jornalistas independentes, o governo segue sem se manifestar sobre diversos casos semelhantes.
Denúncias já publicadas por este portal expuseram, por exemplo, o caso da artista paraense Rosângela Maria, que realizou uma apresentação para uma “produtora” ligada a FCP em 2021 e recebeu R$ 3 mil, embora o edital publicado à época no Diário Oficial apontasse um custo total de R$ 84 mil para o evento.
No caso de Castanhal, os recursos foram destinados às apresentações de Fabinho dos Teclados, Leozinho Forrozeiro, Raiff Pegada, Monique Moral, Lennon Forrozeiro e Batista do Piseiro, representados pela empresa Pará Music Shows e Eventos Ltda.

O que mais chamou a atenção, porém, foi o contraste entre o valor investido e as imagens divulgadas nas redes sociais. Os registros mostram uma estrutura considerada modesta, composta basicamente por palco, cobertura e equipamentos de som, além de uma presença reduzida de público durante boa parte da programação.
O episódio reacendeu críticas sobre a gestão dos recursos destinados a eventos culturais no estado, além de cobranças por mais transparência e fiscalização dos gastos públicos.
A denúncia foi feita pelo jornalista Adriano Wilkson.








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