O Pará voltou a ocupar uma posição vergonhosa no cenário nacional. Segundo o IPS Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20), o estado apareceu em último lugar no ranking de qualidade de vida do país.
Após oito anos de gestão de Helder Barbalho, o estado pouco avançou nos índices divulgados pela pesquisa do IPS Brasil 2026. Mesmo apesar de algumas obras estruturantes concentradas principalmente na capital, a gestão emedebista também foi marcada por sucessivos escândalos de corrupção e denúncias de obras superfaturadas em diversas regiões do estado, investigadas e noticiadas por veículos locais e nacionais.
O dado mais alarmante é que 11 das 20 piores cidades brasileiras estão no Pará. O levantamento avalia áreas como saúde, saneamento, segurança, educação e infraestrutura.
Jacareacanga apareceu como o segundo pior município do Brasil em qualidade de vida, com nota de apenas 44,32. Também estão na lista cidades como Portel, Pacajá, Anapu, Uruará, Trairão, Bannach, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte, Oeiras do Pará e Anajás.

O estudo expõe um contraste duro: enquanto o Pará arrecada bilhões com riquezas naturais, mineração e, especialmente em 2025, com os vultosos recursos ligados à COP30, grande parte da população continua convivendo com problemas históricos de saneamento, insegurança, abandono e precariedade nos serviços básicos.
A atual governadora Hana Ghassan, que foi vice-governadora de Helder Barbalho, afastado do cargo para disputar uma vaga no Senado, tentará permanecer no comando do estado nas eleições de outubro.







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