prefeito de Pedro Paulo Gouveia Moraes, de Acará, foi hostilizado por manifestantes na tarde desta sexta-feira (20) ao deixar o ginásio onde era realizada uma audiência pública sobre a instalação de um aterro sanitário em Bujaru, que deverá receber resíduos sólidos de diversas cidades da Região Metropolitana de Belém.
Imagens registradas no local mostram o momento em que o prefeito é chamado de “traidor do povo” por parte da população presente, contrária ao projeto de implantação do aterro. A manifestação aconteceu logo após a audiência ser interrompida em meio a uma confusão generalizada entre moradores e autoridades, motivada pelos ânimos acirrados durante o debate.
Audiência suspensa após confusão
A audiência pública, que tinha como objetivo explicar os impactos ambientais e sociais do aterro sanitário proposto para a região, foi suspensa pela manhã devido à reação intensa dos participantes. Moradores de Acará e municípios vizinhos cobravam respostas mais claras sobre segurança, saneamento e riscos à saúde pública.
O projeto em discussão prevê que o aterro em Bujaru receba lixo de várias cidades metropolitanas, o que tem gerado forte resistência de grupos ambientalistas e comunitários, que alegam falta de participação popular na decisão e potenciais impactos negativos para a qualidade de vida na região.
Protestos e reação da população
Ao término da audiência suspensa, um grupo de manifestantes cercou o prefeito, entoando críticas e palavras de ordem. A expressão “traidor” foi repetida em coro por parte do público, que pedia maior transparência e participação nas decisões sobre políticas públicas que afetam diretamente as comunidades locais.
Até o momento, não há informações sobre feridos ou prisões em decorrência da manifestação. Autoridades envolvidas no processo ainda não divulgaram posicionamento oficial sobre a continuação do projeto ou medidas para retomar o diálogo com a população.
Assista o vídeo completo abaixo:








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