O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, foi preso na Inglaterra justamente no dia em que completou 66 anos, após o avanço de investigações relacionadas aos desdobramentos do caso envolvendo o financista Jeffrey Epstein.
A detenção marca um episódio inédito envolvendo um membro sênior da família real britânica e reacende a crise institucional que acompanha Andrew desde que vieram à tona suas ligações com Epstein.
Trajetória na família real
Terceiro filho da rainha Elizabeth II com o príncipe Philip, Andrew teve papel de destaque na monarquia por décadas. Ele serviu na Marinha Real britânica, inclusive durante a Guerra das Malvinas, e posteriormente assumiu funções diplomáticas e comerciais representando o Reino Unido no exterior.
Durante anos, foi considerado um dos integrantes mais ativos da família real em compromissos oficiais.
A ligação com Jeffrey Epstein
A imagem pública de Andrew começou a ruir após a revelação de sua amizade com Jeffrey Epstein, preso por tráfico sexual de menores nos Estados Unidos e morto na prisão em 2019.

O ex-príncipe foi acusado por uma mulher de ter mantido relações quando ela ainda era menor de idade, algo que ele sempre negou. A repercussão internacional levou ao seu afastamento das funções reais em 2019.
Posteriormente, ele perdeu títulos honorários e patronatos, num movimento interpretado como tentativa da monarquia de preservar sua própria imagem.
A nova investigação e a prisão
A prisão no dia do aniversário de 66 anos ocorre no contexto de investigações que analisam possíveis irregularidades durante o período em que Andrew atuou como representante comercial do governo britânico.
As autoridades apuram se houve compartilhamento indevido de informações e condutas incompatíveis com o cargo público exercido à época.
Até o momento, a Casa Real não divulgou detalhes adicionais, mas o episódio reforça o momento delicado vivido pela monarquia britânica diante de sucessivos escândalos.








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