A Justiça da Argentina solicitou nesta quarta-feira (4) às autoridades dos Estados Unidos a extradição de Nicolás Maduro, presidente deposto da Venezuela, para que ele responda por acusações de crimes contra a humanidade. A medida foi formalizada por um juiz federal em Buenos Aires e será encaminhada à diplomacia argentina para prosseguir via canais oficiais.
O pedido foi assinado pelo juiz federal Sebastián Ramos no âmbito de um processo aberto em 2023, no qual Maduro e outros integrantes do regime venezuelano são investigados com base no princípio da jurisdição universal, mecanismo que permite a apuração de crimes graves independentemente do local onde ocorreram.
Maduro está detido em Nova York desde que foi capturado em uma operação dos Estados Unidos em Caracas no dia 3 de janeiro de 2026, e a extradição agora solicitada pela Argentina será examinada pelas autoridades americanas conforme o tratado bilateral de cooperação jurídica em matéria penal.
A ação argentina inclui acusações que vão desde desaparecimentos forçados e tortura até assassinatos e perseguição política, supostamente cometidos por autoridades venezuelanas desde 2014. O pedido de extradição cobre também outros membros do regime, como o ministro do Interior, Diosdado Cabello, que enfrenta processos semelhantes.
O caso reforça a pressão internacional sobre Maduro, ampliando o alcance das investigações e abrindo caminho para que ele possa ser julgado em outros países além dos Estados Unidos.







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