A investigação sobre a morte do cão comunitário apelidado de Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis (SC), ganhou um novo desdobramento: além de serem suspeitos de agredir o animal que acabou morrendo em janeiro, quatro adolescentes também estão sendo investigados por uma tentativa de afogamento de outro cachorro da mesma comunidade, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina.

De acordo com o delegado-geral da corporação, Ulisses Gabriel, o episódio envolvendo o segundo animal, um vira-lata que vivia no mesmo local, teria acontecido no mesmo dia em que Orelha foi agredido. Embora tenha sido levado ao mar sob tentativa de afogamento, o cão conseguiu escapar e sobreviver. O delegado e sua esposa chegaram a adotá-lo, e ele segue bem após o resgate.
Nesta segunda-feira (26), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em residências ligadas a dois dos adolescentes investigados e em endereços de um homem suspeito de ameaçar uma testemunha do caso.
Equipamentos como celulares e computadores foram apreendidos e serão periciados. A investigação também aponta que ao menos três adultos podem estar envolvidos em coação de testemunhas e serão ouvidos em breve.
Por envolver menores de idade, o processo corre sob sigilo. Os adolescentes serão ouvidos pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, com apoio das promotorias da Infância, Juventude e Meio Ambiente. O Ministério Público de Santa Catarina acompanha o caso.
O caso do cão Orelha
Orelha era um cão comunitário conhecido e cuidado por moradores da Praia Brava há anos. No início de janeiro, ele foi encontrado gravemente ferido após desaparecer e, apesar de ter recebido atendimento veterinário, precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.
O caso causou comoção na comunidade, que realizou protestos pedindo justiça e punição pelos maus-tratos. Organizações de proteção animal e moradores têm se manifestado nas redes sociais e junto às autoridades, enquanto a investigação segue em andamento.










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