A Polícia Civil prendeu em flagrante, no domingo (18), a médica maranhense Daniella do Nascimento Almeida, suspeita de tentar fraudar o concurso dos Programas de Residência Médica 2026 da Universidade do Estado do Pará (Uepa). A prisão ocorreu enquanto a candidata realizava a prova em um dos campi da instituição, em Belém.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita utilizava um telefone celular e um ponto eletrônico, que estariam sendo usados para receber informações durante o exame.

Os equipamentos foram encontrados escondidos sob a roupa da candidata. Após a constatação da irregularidade, ela foi encaminhada à Seccional da Sacramenta, onde foi autuada pelo crime de fraude em exame ou processo seletivo, conforme previsto em lei.
A tentativa de fraude foi identificada no campus V da Uepa, localizado no Centro de Ciências Naturais e Tecnologia, no bairro do Marco. Segundo as informações, fiscais do concurso acionaram a Polícia Militar após serem alertados por outro candidato, que estranhou a atitude da médica, que estaria lendo as questões em voz alta e fotografando a prova.
Em nota, a Universidade do Estado do Pará informou que a candidata foi imediatamente eliminada do processo seletivo, conforme as regras estabelecidas no edital. A instituição destacou ainda que as provas dos Programas de Residência Médica 2026 foram aplicadas em quatro campi de Belém e no campus XII, em Santarém, com a participação de 2.027 candidatos inscritos.
Na Região Metropolitana de Belém, os candidatos concorrem a 198 vagas distribuídas em 38 especialidades, com atuação em unidades como o Hospital das Clínicas, Hospital Metropolitano, Hospital Ophir Loyola, Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará e na própria Uepa. Já em Santarém, são ofertadas 27 vagas em 11 especialidades, com atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município.
O Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) informou que, até o momento, não foi formalmente notificado por autoridades sobre o caso. Segundo o órgão, após o recebimento de documentação oficial, como o auto de prisão em flagrante, será realizada análise técnica e jurídica para avaliar a eventual abertura de procedimento ético-disciplinar.
A Uepa reafirmou seu compromisso com a lisura, segurança e transparência do processo seletivo e informou que o cronograma do concurso segue conforme previsto em edital.










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