Nos últimos dias, brasileiros passaram a comparar nas redes sociais o custo de manter um carro no Brasil e no Paraguai, após viralizar a informação de que o IPVA de um Corolla 2025 no país vizinho custa cerca de R$ 350, enquanto no Brasil o valor pode ultrapassar R$ 7 mil, dependendo do estado.
A comparação reacendeu o debate sobre a alta carga tributária brasileira e as diferenças no modelo de arrecadação entre os dois países. No Paraguai, a tributação sobre veículos novos é significativamente menor. O preço do automóvel é composto basicamente pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e por taxas administrativas reduzidas, sem cobranças equivalentes ao IPI, ICMS, PIS ou Cofins, como ocorre no Brasil.
Já no mercado brasileiro, os impostos embutidos no valor de um carro zero podem representar entre 30% e 45% do preço final, considerando tributos federais e estaduais. Esse cenário eleva não apenas o custo de aquisição, mas também as despesas anuais do proprietário.
A diferença se torna ainda mais evidente no imposto anual. No Brasil, o IPVA varia, em média, entre 2% e 4% do valor do veículo, o que pode resultar em cobranças superiores a R$ 7 mil para modelos como o Corolla 2025. No Paraguai, não existe IPVA. Em vez disso, os proprietários pagam uma taxa anual de habilitação veicular, que gira em torno de R$ 350 para veículos novos.
Quando se trata de importação, ambos os países cobram impostos, porém em proporções distintas. No Brasil, a carga tributária sobre veículos importados pode chegar a 70% ou até 80% do valor do automóvel, somando imposto de importação, IPI, PIS/Cofins e ICMS. No Paraguai, apesar da incidência de tributos, o sistema é mais simples e o impacto no preço final é menor.
A repercussão nas redes sociais evidencia o descontentamento de parte dos brasileiros com os altos custos para adquirir e manter um veículo no país, enquanto comparações com países vizinhos voltam a alimentar discussões sobre tributação, mobilidade e poder de compra.










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