O regime do Irã prevê para esta quarta-feira (14) a execução de Erfan Soltani, de 26 anos, detido durante protestos contra o governo. A informação tem causado forte repercussão internacional por envolver denúncias de violação de direitos humanos, ausência de julgamento justo e repressão política.
Erfan trabalhava no setor de vestuário e era conhecido entre amigos por sua ligação com a moda. Ele foi preso na semana passada, em meio às manifestações que vêm sendo reprimidas com extrema violência pelas autoridades iranianas. Segundo organizações independentes, os protestos já resultaram em mais de 2.400 mortos.
De acordo com relatos de familiares e entidades de direitos humanos, o jovem não teve acesso a advogado, não passou por audiência judicial regular e foi condenado em um processo considerado sumário e obscuro. A família foi informada de que a sentença é definitiva e que terá direito a apenas 10 minutos para se despedir antes da execução.
A ONG Hengaw para Direitos Humanos denunciou o caso como mais um exemplo da atuação autoritária do regime iraniano, afirmando que Erfan foi privado de garantias básicas do Estado de Direito. Segundo a entidade, a prática de execuções após julgamentos acelerados tem sido usada como ferramenta de intimidação política.
O caso reacende críticas internacionais ao governo iraniano, frequentemente acusado de utilizar a pena de morte como instrumento de repressão contra opositores, manifestantes e dissidentes. Para analistas, situações como essa evidenciam o contraste entre regimes autoritários e democracias que garantem liberdade de expressão, direito à defesa e devido processo legal.
Até o momento, o governo do Irã não se manifestou oficialmente sobre as denúncias.








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