A chamada “saidinha de Natal” no Rio de Janeiro voltou a gerar preocupação e polêmica após quase 1.000 detentos não retornarem às unidades prisionais dentro do prazo estabelecido pela Justiça em 2025. No estado, o benefício permite que detentos em regime semiaberto deixem as cadeias temporariamente para passar feriados com familiares, com retorno obrigatório após até sete dias.
Segundo levantamento divulgado por veículos locais, 992 presos não regressaram ao sistema prisional após as saídas concedidas ao longo do ano, incluindo o período do Natal. A maior parte dessas liberações ocorreu no fim de dezembro, quando cerca de 1.848 detentos receberam autorização judicial para sair.
Dados também mostram que presos ligados ao Comando Vermelho (CV) foram responsáveis pela maioria das evasões em 2025, com cerca de 635 foragidos, o que corresponde a aproximadamente 65% do total de detentos que não retornaram.
O benefício das chamadas saídas temporárias é previsto na legislação penal e geralmente é concedido a detentos que já cumpriram parte da pena, apresentam bom comportamento e atendem a requisitos como trabalho ou estudo fora do presídio. Apesar disso, o número de presos foragidos reacende o debate sobre o impacto da medida na segurança pública e na eficácia do monitoramento desses detentos.
Críticos argumentam que a evasão em larga escala mostra a necessidade de revisão das regras de concessão do benefício e reforço na fiscalização. Enquanto isso, autoridades prometem intensificar as buscas pelos foragidos e revisar critérios para futuras liberações.








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