O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou nesta terça-feira (26) o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de “traidor” e pediu “frente de batalha” no campo da política contra o parlamentar que está nos Estados Unidos.
“O que está acontecendo hoje no Brasil com a família do ex-presidente e com o comportamento do filho dele nos Estados Unidos é possivelmente uma das maiores traições que uma Pátria sofre de filhos seus. Não existe nada que possa ser mais grave que uma família inteira ter um filho custeado pela família. Um cidadão que já devia ter sido expulso da Câmara dos Deputados insuflando com mentiras e com hipocrisias um outro Estado contra o Estado Nacional do Brasil. Isso é inexplicável. Nós vamos ter que fazer disso uma frente de batalha no campo da política, não do governo, para que a gente possa fazer com que esse País seja respeitado”, disse Lula, na abertura da reunião com os ministros, em Brasília.
“Não conheço na história desse País algum momento em que um traidor da Pátria teve a insensatez de mudar para um país que ele está adotando como Pátria, negando sua Pátria, e tentando insuflar o ódio de alguns governantes americanos contra o povo brasileiro. Isso é inaceitável. E é importante que cada ministro faça questão de retratar a soberania desse País. Nós aceitamos relações cordiais com o mundo inteiro, mas não aceitamos desaforo, ofensas e petulância de ninguém. Se a gente gostasse de imperador, a gente não tinha acabado com império” acrescentou o presidente, que usava um boné escrito “o Brasil é dos brasileiros”.
Segundo o presidente, outro assunto que está na pauta da reunião é a postura dos Estados Unidos que, segundo Lula, “tem agido como se fosse o imperador do planeta Terra”.
“É uma coisa descabida, mas ele continua fazendo ameaças ao mundo inteiro. Ontem à noite, ele publicou nas redes dele uma nota ameçando que quem mexer com as big techs deles vai sofrer as consequências. […] Nós somos um país soberano, temos uma Constituição e quem quiser entrar nesses 8,5 milhões de quilômetros quadrados, no nosso espaço aéreo, no nosso espaço marítimo, na nossa floresta tem que prestar contas a nossa Constituição e a nossa legislação.”
O chefe do Executivo ainda disse que Haddad e Mauro Vieira estão à disposição para negociar com quem quer que seja o assunto que for, sobretudo na questão comercial. “Estamos dispostos a sentar na mesa em igualdade de condições, o que não estamos dispostos é sermos tratados como subaltermos. Isso não aceitamos de ninguém”, pontuou.
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