A tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta semana, quando a Embaixada dos EUA em Brasília publicou, em português, uma advertência direta ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e seus aliados.
A mensagem, divulgada no perfil oficial da embaixada no X (antigo Twitter) na quinta-feira (07/8), afirma que Moraes é “o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores” e que suas “flagrantes violações de direitos humanos” resultaram em sanções impostas pelo governo de Donald Trump com base na Lei Global Magnitsky.
A nota afirma que autoridades do Judiciário e de outras esferas “estão avisadas para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes”. O ministro decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira (4) por descumprimento de medidas cautelares de um processo tido para muitos juristas como ilegal e arbitrário.
“Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”, diz o post no perfil oficial da embaixada.
O texto ainda alerta que integrantes do Judiciário e de outras esferas “estão avisados para não apoiar nem facilitar” a conduta do magistrado, acrescentando que Washington “monitora a situação de perto”.
Alguns dias antes, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão que coordena a política externa norte-americana para as Américas, também havia se manifestado.












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