O Exército Brasileiro prendeu, nesta sexta-feira (10), três militares que integram o grupo de sete condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no núcleo 4 da trama golpista.
Um dos condenados, coronel Reginaldo Abreu, está foragido nos Estados Unidos. A decisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes.

Os réus foram acusados de disseminar notícias falsas para criar instabilidade institucional que favorece uma tentativa de golpe de Estado
Foram presos:
Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército. Foi preso em casa, no Espírito Santo, e ficará preso no 38º Batalhão do Exército de Vila Velha (ES);
Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército. Ficará no Batalhão do Exército em Brasília;
Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército. Também cumprirá pena no Batalhão do Exército em Brasília.
O coronel do Exército Reginaldo Abreu, que também deveria ter sido preso nesta sexta, está foragido nos Estados Unidos.
O agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet está preso desde 2024. Ele passa a cumprir a pena de forma definitiva nesta sexta (10).
Militares da ativa possuem o direito de cumprir prisão provisória ou pena em estabelecimento militar, e não em presídios civis. A custódia é, portanto, de responsabilidade da própria Força, muitas vezes em unidades da Polícia do Exército.
Por isso, no caso dos três militares, a responsabilidade da prisão é do Exército Brasileiro, e não da Polícia Federal (PF).
A PF será responsável por prender os demais condenados que não são militares.
Eles também devem ser encaminhados a presídios civis, enquanto os integrantes das forças irão para comandos militares.
Ao todo, sete réus foram condenados no núcleo:
Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército;
Reginaldo Abreu, coronel do Exército (está foragido nos Estados Unidos);
Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal (já está preso desde 2024 e passou a cumprir pena definitiva de forma automática);
Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército;
Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército;
Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (também está foragido, no Reino Unido);
Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército.
Os réus foram condenados pelo Supremo em 21 de outubro do ano passado.
Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), eles usaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para espionar adversários políticos, criar e espalhar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições democráticas e autoridades que ameaçavam os interesses golpistas.









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