Um caso ocorrido em dezembro de 2022, em Belém, chega a uma etapa decisiva nesta quarta-feira (7), com o julgamento de Agildo Soares de Souza, de 44 anos. A sessão acontece no Fórum da Cidade Velha, sob a presidência do juiz Homero Lamarão Neto.
O processo trata de um acidente registrado na Avenida Augusto Montenegro, que possui corredor exclusivo do sistema BRT. Segundo as investigações, o réu teria realizado uma conversão proibida e invadido a faixa exclusiva, obrigando uma viatura da Polícia Civil a fazer uma manobra brusca para evitar a colisão.
Durante a tentativa de desvio, o veículo acabou atingindo a estrutura da estação Tapanã. O impacto foi fatal para o investigador Homero Gois, que morreu no local, e para a escrivã Rejane Maria, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Outros dois ocupantes da viatura ficaram feridos.
Imagens analisadas no inquérito indicam que o motorista deixou o local sem prestar socorro. Ele foi localizado e preso dois dias depois, no município de Irituia.
No Tribunal do Júri, o Ministério Público sustenta que a conduta do acusado vai além de imprudência, caracterizando dolo eventual, quando se assume o risco de causar o resultado. Por isso, ele responde por duplo homicídio doloso, lesão corporal grave e omissão de socorro.
O julgamento deve se estender ao longo do dia e será decisivo para definir a responsabilidade penal do acusado em um dos acidentes mais marcantes envolvendo agentes de segurança no estado nos últimos anos.








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