A Polícia Militar (PM) aposentou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso acusado de matar a esposa policial militar Gisele Santana com um tiro na cabeça. A aposentadoria foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (2/4). O texto esclarece que a corporação vai pagar o salário integral do oficial como forma de pensão.

De acordo com o Portal da Transparência do governo do estado e como já divulgado pelo Metrópoles, o coronel ganhou, em fevereiro de 2026, um salário bruto de R$ 28.946,81, acrescido de abono de R$ 2.995,43. O valor corresponde a quatro vezes mais do que recebia a esposa morta, que ganhava R$ 7.222,33 mensais.
Geraldo Neto foi preso no dia 18 de março, acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça, no apartamento do casal, no bairro do Brás, no centro de São Paulo. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas contradições fizeram a polícia investigar o ocorrido como feminicídio. O tenente-coronel sustenta a versão de que a esposa tirou a própria vida até o momento.
A decisão de aposentar o tenente-coronel acontece na mesma semana em que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, informou que havia mandado instaurar um conselho deliberativo para analisar a demissão de Geraldo Neto do oficialato.
Prisão do coronel
A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele. O coronel foi preso na manhã do dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.








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