O Washington Post informou que navios e submarinos da Marinha dos Estados Unidos já lançaram mais de 850 mísseis Tomahawk contra o Irã nas primeiras quatro semanas da chamada Operação Epic Fury. O número supera todo o volume utilizado na guerra do Iraque, em 2003.
Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), esse volume representa uma parcela significativa dos lançadores disponíveis na região e pode indicar uso intensivo do arsenal. A entidade alerta que a reposição dos estoques pode levar tempo, gerando riscos operacionais no curto prazo.
Os mísseis são disparados por destróieres e submarinos equipados com sistemas de lançamento vertical, que também carregam outros tipos de armamento. Além disso, esses sistemas não podem ser reabastecidos em alto-mar, obrigando as embarcações a retornarem a portos específicos quando ficam sem munição.
Estimativas indicam que os estoques atuais dos EUA estejam na faixa de 3 mil unidades. Mesmo sendo suficientes para a operação em curso, o alto consumo pode comprometer a capacidade militar em outros cenários, como no Pacífico Ocidental.
Os Tomahawk são mísseis de longo alcance amplamente utilizados desde a Guerra do Golfo e seguem como peça-chave no arsenal norte-americano. Cada unidade custa cerca de US$ 3,6 milhões, segundo documentos recentes do orçamento da Marinha.







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