O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta quinta, 26, o vazamentos de dados sigilosos de provas da Polícia Federal (PF) durante o julgamento para decidir se será mantida ou não a decisão de André Mendonça que mandou prorrogar o prazo de funcionamento da CPMI do INSS.
Segundo Moraes, o colegiado compartilhou “imagens e fotos inclusive de colegas parlamentares”. Na ocasião, Mendonça mandou a CPMI devolver todos os dados sobre a quebra de sigilo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
“A CPMI fez, presidente, um link com dados sigilosos de todos e todas, a prova da Polícia Federa de contatos, telefones, agendas e distribuiu para os jornalistas. A CPMI fez um quadradinho com imagens e fotos inclusive de colegas parlamentares. Foi necessário o ministro André determinar o retorno disso. Um total desrespeito, ou seja, se desvirtuou e quer uma prorrogação automática do desvirtuamento. Absolutamente inconstitucional.”
Em seu voto, Moraes se posicionou contra a prorrogação dos trabalhos da CPMI.
O caso envolve materiais obtidos pela CPMI do INSS a partir de quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático. Anteriormente, Mendonça havia determinado que todo o material fosse entregue à PF.
Em seguida, os itens passaram por procedimentos técnicos de organização e seleção antes de serem compartilhados com a comissão parlamentar.
A defesa de Vorcaro, por sua vez, afirmou ao STF que os dados foram divulgados de maneira indevida e que “diversas informações dos aparelhos” foram divulgadas e estariam sendo “indevidamente dispersadas para veículos midiáticos”.
Algumas das mensagens vazadas na última quinta, 5, são referentes a conversas entre o banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Assista o vídeo completo abaixo:










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