O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, viajou à China ao lado de Luiz Phillippe Gomes Rubini, ex-sócio da Fictor, durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático.
Rubini foi alvo de busca e apreensão nesta quarta-feira (25/3), no âmbito da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal para investigar fraudes bancárias. O CEO da Fictor, Rafael Góis, também foi alvo da operação e, segundo informações, mantinha proximidade com Lulinha.
A relação entre o empresário e a Fictor teria levado ao convite para que Rubini integrasse o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como “Conselhão”. Tanto Lulinha quanto a Secretaria de Relações Institucionais negam que ele tenha atuado na indicação.
De acordo com reportagens, Lulinha teria trabalhado como consultor da empresa, o que também é negado por ele. A viagem presidencial à China contou com ampla comitiva de políticos, servidores e empresários, que chegaram a se dividir em diferentes hotéis em Pequim.
Segundo as investigações da Operação Fallax, executivos da Fictor utilizavam empresas de fachada e estruturas empresariais para ocultar a origem de recursos ilícitos, incluindo valores ligados ao Comando Vermelho.
Os documentos apontam ainda conexões com Thiago Branco de Azevedo, apontado pela PF como responsável por operações de lavagem de dinheiro de um grupo ligado à facção.
As apurações indicam que funcionários de instituições como a Caixa Econômica Federal inseriam dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências irregulares. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptomoedas para dificultar o rastreamento.








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