A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) provocou polêmica ao questionar, durante sessão da Câmara dos Deputados, a eleição de Erika Hilton (Psol-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Tércio afirmou ter dificuldade em se sentir representada por alguém que, segundo ela, “nunca menstruou, nunca amamentou”.

Em sua manifestação, a deputada declarou que não poderia ser representada por alguém que, segundo ela, “não sabe o que é saúde da mulher”. A fala ocorreu no contexto das discussões sobre quem deveria assumir a liderança da comissão responsável por debater políticas públicas voltadas às mulheres no Congresso Nacional.
Erika Hilton foi eleita nesta quarta-feira (11/3) e se tornou a primeira mulher trans a comandar a comissão. Na votação, recebeu 11 votos favoráveis, enquanto 10 parlamentares optaram por voto em branco, evidenciando resistência de parte das deputadas e da oposição.
Enquanto críticas à fala de Clarissa Tércio se multiplicaram, aliados da deputada defenderam o argumento de que a presidência da comissão deveria estar vinculada a experiências biológicas femininas. O caso reacendeu debates sobre representatividade e identidade de gênero no parlamento.
Durante a votação que definiu o comando do colegiado, Clarissa Tércio também direcionou críticas às parlamentares que votaram a favor de Erika Hilton. Para a deputada, o apoio de outras mulheres à escolha representaria, em sua avaliação, uma perda de espaço dentro da comissão.
A eleição para a presidência do colegiado tem gerado repercussão entre parlamentares e também nas redes sociais, ampliando o debate sobre representatividade, identidade de gênero e políticas públicas voltadas ao público feminino.
O tema segue dividindo opiniões dentro e fora do Congresso Nacional.
Confira o vídeo da deputada abaixo:









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