O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta sexta-feira (27) a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt Participações, que tem o ministro Dias Toffoli como um de seus sócios. A medida havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo um grupo ligado ao Banco Master.
Gilmar Mendes concedeu habeas corpus de ofício, invalidando o ato da comissão e determinando que órgãos e entidades públicas não enviem quaisquer dados à CPI. Na decisão, o ministro também ordenou a destruição imediata de eventuais informações que já tenham sido repassadas, sob pena de responsabilização penal e administrativa.
A CPI investigava a hipótese de que a Maridt, empresa vinculada à família de Toffoli, teria sido utilizada como mecanismo de lavagem de recursos e de infiltração no poder público. O relator da comissão, senador Alessandro Vieira, afirmou anteriormente que o foco era apurar corrupção em órgãos de fiscalização e possíveis ramificações no Judiciário, embora Toffoli não figurasse formalmente como investigado.
Na última quarta-feira (25), a CPI também havia aprovado a convocação dos irmãos do ministro, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, para prestar depoimento. As apurações concentram-se na relação da empresa familiar com a gestora Reag e o Banco Master. Com a liminar concedida por Gilmar Mendes, todas as investigações da comissão que envolvem diretamente a Maridt ficam paralisadas.








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