Dois ex-integrantes do alto escalão do Instituto Nacional do Seguro Social, Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, negociam acordo de delação premiada no âmbito da Operação Sem Desconto. Nos relatos, teriam citado Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além de outros nomes ligados ao meio político, em apuração sobre descontos indevidos em aposentadorias.
A defesa de Fábio Luís negou qualquer vínculo com as supostas fraudes. Em nota, afirmou que ele não conhece os investigados, não recebeu valores e criticou a divulgação de tratativas que, por lei, costumam tramitar sob sigilo. No mesmo material também aparece o nome de Flávia Péres, que igualmente nega relação com o caso.
Segundo a investigação, Virgílio é acusado pela Polícia Federal de ter recebido R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades investigadas. Desse total, R$ 7,5 milhões seriam provenientes de firmas associadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A apuração também aponta envio de valores para empresas e contas vinculadas à esposa de Virgílio, Thaisa Hoffmann Jonasson.
Já André Fidelis é citado como suspeito de ter recebido R$ 3,4 milhões em propina entre 2023 e 2024. Ele também teria atuado na habilitação de entidades que movimentaram cerca de R$ 1,6 bilhão em descontos.
A advogada de Virgílio afirmou que não há delação formalizada até o momento e destacou que qualquer eventual acordo depende de confirmação oficial, cumprimento de etapas legais e confronto com as provas reunidas na investigação.







Comentários