O líder Kim Jong‑un foi reeleito secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia, o partido governante da Coreia do Norte, durante o 9º congresso da legenda, realizado em Pyongyang.
A escolha de Kim foi anunciada pela mídia estatal norte-coreana neste domingo (22) e confirmada nesta segunda-feira (23) pela agência oficial KCNA. A recondução ocorre em um regime que concentra poder total na figura de um único líder há décadas, sem competição política real ou alternância de poder entre diferentes forças.



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Segundo relatos oficiais, a reeleição foi tomada com o “firme respaldo” dos delegados do congresso, das forças armadas e dos setores civis, em um processo que reflete a manutenção do controle absoluto de Kim sobre o partido e o Estado.
A mídia estatal também destacou que, sob sua liderança, a Coreia do Norte fortaleceu sua capacidade militar, especialmente com foco nas forças nucleares, e consolidou a postura do país frente a sanções internacionais.
Analistas observam que a recondução de Kim não representa uma renovação de liderança, mas sim a continuidade de um sistema autoritário em que o dirigente supremo permanece no comando por longos períodos, como ocorre desde a década de 1940, quando o regime implantou o partido único como eixo do poder.
O 9º congresso também elegeu membros do Comitê Central e promoveu mudanças internas no partido, evidenciando como o regime norte-coreano segue centralizando decisões em sua cúpula.










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