A audiência pública que discutia a instalação de aterros sanitários nos municípios de Bujaru e Acará, no nordeste do Pará, terminou em tumulto na tarde desta sexta-feira (20). O encontro tratava do processo de licenciamento ambiental conduzido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, mas foi interrompido após confusão dentro e fora do ginásio municipal de Bujaru.
Desde as primeiras horas da programação, o ambiente já era de tensão. Um grupo de moradores realizou caminhada saindo da Câmara Municipal em direção ao local da audiência. Parte dos manifestantes relatou ter sido impedida de entrar no ginásio, o que aumentou a insatisfação.
Os protestos também miraram o prefeito de Acará, Pedrinho da Balsa, que foi hostilizado ao tentar acessar o espaço. Ele foi chamado de “traidor do povo” por participantes do ato, que acusam a gestão de apoiar um projeto com possíveis impactos ambientais e sociais negativos para comunidades tradicionais e áreas de nascentes.
Com o início da audiência sob gritos e palavras de ordem, a situação saiu do controle. Houve empurra-empurra, troca de agressões e correria. A Polícia Militar utilizou bomba de efeito moral para dispersar parte do grupo.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram momentos de tensão, inclusive imagens em que seguranças aparecem agredindo um manifestante, o que ampliou a revolta dos presentes.
Até o momento, não há balanço oficial sobre feridos ou possíveis detenções.








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