Uma audiência virtual realizada pela 1ª Vara de Mairiporã gerou repercussão após o juiz Cristiano Cesar Ceolin repreender uma testemunha ao acreditar que ela estivesse rindo durante o depoimento.
A mulher, Fátima Francisca do Rosário, de 61 anos, possui biprotrusão maxilar, condição que dificulta o fechamento completo da boca e pode dar a impressão de sorriso mesmo quando a pessoa está em repouso. Segundo informações apresentadas pela defesa, essa característica física teria sido interpretada de forma equivocada pelo magistrado.
O depoimento foi colhido em maio de 2024, mas o vídeo só veio a público nesta semana. Durante a audiência, o juiz questionou a testemunha mais de uma vez, perguntando se ela estava achando graça da situação. Fátima negou que estivesse rindo e afirmou que compareceu ao fórum para participar da sessão utilizando a estrutura disponibilizada pela Justiça.
O caso estava inserido em um processo que discute a interdição de bens de uma idosa diagnosticada com Alzheimer. Após o episódio, o magistrado determinou a abertura de inquérito por suposto falso testemunho. No entanto, o pedido foi arquivado em janeiro deste ano após manifestação do Ministério Público.
A defesa da testemunha protocolou pedido de suspeição contra o juiz, alegando postura hostil e falta de imparcialidade. O Tribunal de Justiça de São Paulo ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.








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