O vereador Diego Vieira, de Praia Grande (SP), está sendo investigado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo sob suspeita de oferecer dinheiro e presentes a adolescentes em troca de favores sexuais.
Segundo a investigação, as denúncias começaram após pais de dois adolescentes — um de 15 anos e outro de 16 anos — procurarem as autoridades, apresentando capturas de tela de conversas com o vereador que, segundo eles, mostram ofertas de dinheiro e troca de objetos em troca de relações sexuais.
As mensagens foram trocadas principalmente pelas redes sociais, em formato de visualizações únicas, o que dificultava o armazenamento das provas. Em alguns dos diálogos relatados pelos menores, o parlamentar teria inclusive enviado fotos de conteúdo sexual e feito propostas explícitas de pagamentos em valores entre R$ 50 e R$ 200 em troca de atos sexuais.
Contraste com atuação pública
O caso ganhou ainda maior repercussão porque Diego Vieira é autor de uma lei municipal conhecida como Lei Felca, sancionada em 2025, que instituiu ações de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, incluindo a campanha Maio Laranja para conscientização sobre o tema. A contradição entre a autoria do projeto e as acusações ampliou o debate público sobre a seriedade das investigações.
Investigação e defesa
A Polícia Civil confirmou que o caso está sendo apurado como suspeita de exploração sexual por meio de redes sociais e que as conversas registradas nos celulares dos adolescentes foram apreendidas e encaminhadas para perícia.
A advogada das vítimas, Mayra Solani, representa as famílias e declarou que acredita que outros jovens também possam ter sido abordados, incentivando que mais famílias procurem a polícia caso tenham informação relevante.
Em nota, a defesa do vereador negou as acusações, afirmando que o parlamentar ainda não foi formalmente notificado sobre a investigação e que as denúncias são “caluniosas”. A defesa disse que medidas legais serão adotadas para proteger a honra e a imagem pública do político.
Repercussão
A investigação reacendeu o debate sobre a necessidade de maior rigor no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. Especialistas destacam que o uso de redes sociais como meio de aliciamento é uma realidade crescente e exige ações integradas de fiscalização e proteção às vítimas.
Assista o vídeo completo abaixo:








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