Ministros do Supremo Tribunal Federal suspeitam que a reunião reservada realizada na quinta-feira (12), que tratou do chamado Caso Master e culminou na saída de Dias Toffoli da relatoria, possa ter sido gravada de forma clandestina. A informação foi divulgada pelo portal Folha do Pará Oficial. Toffoli negou de forma categórica qualquer irregularidade e classificou a acusação como “absolutamente inverídica”.
Segundo a reportagem, durante o encontro houve manifestações contundentes de integrantes da Corte. Gilmar Mendes teria afirmado que decisões tomadas por Toffoli no processo contrariaram interesses da Polícia Federal. “Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a Polícia Federal quis revidar”, teria dito.
Ainda conforme o veículo, a ministra Cármen Lúcia teria demonstrado preocupação com a imagem institucional do Supremo. “Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”, teria afirmado, acrescentando que, apesar de confiar em Toffoli, seria necessário “pensar na institucionalidade”.
Luiz Fux, de acordo com a publicação, saiu em defesa direta do colega. “O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo”, teria declarado.
Alexandre de Moraes não teve falas literais divulgadas, mas, segundo a reportagem, aparece como crítico da atuação da Polícia Federal, que encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, o relatório que levou ao afastamento de Toffoli do caso.
A reunião ocorreu em caráter reservado e, até o momento, não houve divulgação oficial de gravações ou confirmação pública sobre a origem das informações.








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