Kalil Bittar, empresário que já manteve sociedade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, passou a viver em Portugal no período em que avançaram as apurações sobre desvios bilionários envolvendo aposentadorias e pensões do INSS. De acordo com informações apuradas pela imprensa, ele reside há pelo menos um ano na região metropolitana de Lisboa.
A mudança ocorreu no mesmo contexto em que Lulinha decidiu se estabelecer em Madri, na Espanha. Embora os dois não figurem mais como sócios formais no Brasil desde 2023, há indícios de que passaram a concentrar atividades empresariais no exterior. Antes da mudança definitiva, Bittar teria residido em uma acomodação dentro de um hotel de alto padrão na cidade de Cascais.
Segundo reportagens, o empresário teria se aproximado da lobista Roberta Luchsinger e de um investigado conhecido como “Careca do INSS” para tratar da intermediação da venda de canabidiol ao Sistema Único de Saúde. Relatos apontam que o sobrenome de Lulinha teria sido utilizado como elemento de influência nas negociações. Um colaborador ouvido pela Polícia Federal mencionou pagamentos milionários, repasses mensais elevados e custeio de viagens internacionais em classe executiva, informações que são negadas pelas defesas.
Os negócios também envolveriam a empresa RL Consultoria e Intermediações Ltda., ligada a Roberta Luchsinger. Ela admite ter prestado serviços relacionados à regulação do canabidiol, mas nega qualquer vínculo com o esquema investigado que ficou conhecido como “Farra do INSS”.
No fim de 2025, Kalil Bittar também foi alvo da operação Coffee Break, deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de tráfico de influência no setor educacional. As acusações, assim como as demais citadas, são rebatidas por sua defesa.








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